Dia 28 de Maio de 2005 e dia 29 de Maio de 2005Reparei

, neste sábado, 28 de Maio, que a minha gatinha Kika estava agitada, sempre a chamar por mim, para ir com ela.
Lá fui atrás dela, saltou para a minha cama e pensei que queria que eu ficasse ao lado dela deitado a dormir. Assim o fiz. Mais tarde, desci ao piso de baixo e fui ver televisão.
Ela apareceu na sala, pouco depois, continuando a chamar-me.
Disse-lhe: "Olha, já dormi contigo. Senta-te aqui ao pé de mim no sofá". Ainda saltou para cima do sofá, mas ficou lá pouco tempo.
Quando chegou a noite, chamou-me de novo.
Subi ao piso de cima com ela, ela saltou para a cama.
Peguei nela e levei-a para outro quarto, colocando-a numa caixa de papelão.
Reparei que a gravidez tinha chegado ao fim. Os bébés iam nascer. (Tinha acabado de saber que as gatas, quando estão para parir, procuram locais sossegados e reservados, escondendo-se e aninhando-se em caixas de papelão.)
Desde as 20:00 horas do dia 28 de Maio, até à meia-noite e vinte cinco do dia 29 de Maio, a Kika esteve em trabalho de parto.

Cinco rebentos, lindos, muito pequeninos, nasceram: um amarelinho, um branco, outro amarelo (mais escuro), outro branco (mais escuro), outro branco. Este último nasceu às 00:20 - 00:25, quando os parteiros, eu e a minha Mãe, já tinhamos abandonado a "maternidade". Por volta do nascimento do terceiro e quarto gatinho, às 23:30, pensámos que não iria nascer mais nenhum. Só que ouvi a gata a miar e fui ver. À meia-noite e vinte cinco, nasceu o 5º elemento.

Foi muito giro ver gatinhos a nascer, a virem ao mundo inanimados e depois a mãe lambê-los. A abrirem a boca, como quem sai debaixo de água, a inspirar fundo e depois a acordar para a vida, literalmente. No segundo seguinte, a mexerem-se como se já tivessem nascido há muito tempo.
Fica aqui o meu testemunho do nascimento deles, inesquecível

De facto, foi uma experiência que me marcará a vida até ao fim dos meus dias.